O excesso de peso entre crianças e adolescentes brasileiros continua avançando. Dados recentes mostram que um em cada três jovens de 10 a 19 anos já apresenta sobrepeso ou obesidade, totalizando cerca de 2,6 milhões de crianças e adolescentes nessa condição. O número cresceu quase 9% nos últimos dez anos, tornando-se um importante desafio para a saúde pública brasileira.
Especialistas apontam que o aumento está relacionado principalmente ao maior consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e ao estilo de vida cada vez mais sedentário. O tempo excessivo em frente às telas e a redução da prática de atividades físicas também contribuem para esse cenário.
A preocupação vai muito além do peso. Crianças e adolescentes com obesidade apresentam maior risco de desenvolver precocemente doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, alterações do colesterol, doenças cardiovasculares e distúrbios do sono. Além dos impactos físicos, a obesidade pode afetar a autoestima, a convivência social e a saúde emocional.
Por isso, a prevenção e o tratamento devem envolver toda a família. Mudanças nos hábitos alimentares, incentivo à prática regular de atividade física e acompanhamento profissional adequado são fundamentais para promover um desenvolvimento saudável.
Quanto mais cedo a obesidade for identificada e tratada, maiores são as chances de evitar complicações futuras e garantir melhor qualidade de vida na adolescência e na vida adulta. A boa notícia é que, com orientação especializada e mudanças sustentáveis no estilo de vida, é possível reverter esse quadro e construir uma trajetória mais saudável para as próximas gerações
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